
Bom dia caríssimos sonhadores! Espero que seus dias e noites tenham sido proveitosos até aqui, tanto quanto os meus.
Esse post é especialmente destinado a panfletar um achado maravilhoso: Uma Chama entre as Cinzas, de Sabaa Tahir — autora de origem paquistanesa e criada no Deserto de Mojave, na Califórnia, o que contribuiu e muito para toda a parte sobrenatural do livro.
Se você nunca ouviu falar de efrits, djinns, ghuls ou espectros, vai ouvir agora.
Sem mais delongas, Uma Chama entre as Cinzas conta a história de Serra, outrora lar do Império Erudito, agora completamente dominado pelos soldados do Império Marcial. Os Eruditos, como seu nome sugere, eram grandes adeptos do conhecimento e do saber e, ao serem subjugados pelos Marciais, isso lhe foi tirado, assim como a liberdade e todos os seus direitos mais básicos. O povo Erudito foi diminuído, rebaixado a cinzas e tratado como se trataria um verme. Foram acostumados a ficar em silêncio e baixar a cabeça, pois apenas um deslize levaria a ruína não apenas para si, mas para todos aqueles que você ama, podendo ser trazidos em forma de escravidão, tortura ou a morte — a mais doce das opções.
A história é contada pelo ponto de vista de duas pessoas em lados opostos. Laia é uma jovem Erudita que perdeu tudo para os Marciais quando seu irmão foi acusado de traição e levado para a prisão, não antes de assassinarem friamente o restante da família na frente de ambos. Para salvar o irmão, Laia demanda a ajuda de rebeldes que concordam em ajudá-la no resgate em troca de um perigoso trabalho como espiã da mulher mais perigosa do Império Marcial. Já Elias é um soldado Marcial de elite, prestes a se formar na Academia e dar fim a longos quatorze anos de treinamento árduo, que diferentemente de seus colegas, não está nada feliz em assumir seu posto após a formatura. Elias quer fugir, quer ser livre do Império para sempre, mas quando o destino muda drasticamente seus planos, ele precisa sobreviver às adversidades e crueldades do Império sem perder sua humanidade.

Devo confessar que bem no comecinho do livro, eu não gostei muito da Laia e sempre torcia para que os capítulos dela chegassem ao fim logo para eu poder finalmente ler os capítulos do Elias, que eram aparentemente bem mais interessantes. Não leva muito tempo até eu mudar de ideia, de forma que cada fim de capítulo passa a trazer uma ansiedade distinta, porque saber a continuação passa a ser necessário, mas é a vez do outro personagem narrar.
Com o passar do tempo, Laia e Elias transparecem mais seu anseio pela liberdade, sua obstinação e, é claro, suas fraquezas. Os dois são muito cativantes e é impossível não ver a química entre eles — mas não entra nessa achando que tem rios de romance não, viu?
Durante a história, somos apresentados a Comandante da Academia, a temida dona de Laia (leu certo, é dona mesmo, porque a coitada foi vendida como escrava), e devo dizer que muito embora seja muito fácil odiar Keris Veturia, ela também acabou se tornando uma personagem de grande destaque por ser incrivelmente complexa, você consegue temê-la, esperar o pior dela e ainda sim se surpreender com as atrocidades e frieza absoluta que ela carrega consigo.
Realmente senti durante a leitura que o universo, a história, as personagens e tudo que abrange o folclore foi ricamente construído e refinado, trazendo a tona dor, desespero, crueldade e morte — coisas que pra mim melhoram um livro de fantasia em 100%.
Creio que o único adendo que eu colocaria na avaliação dessa obra seria apenas a repetição da linguagem, porque há algumas palavras e expressões que se repetem tantas vezes que por pouco não perderam o sentido ainda, mas este livro como um todo foi excepcionalmente bem escrito e foi um deleite incluí-lo na minha lista de leitura desse ano.
Como sempre, deixo ao lado o link direto para Nosso Acervo, onde você pode realizar o download gratuito do livro em PDF ou EPUB diretamente através da pasta compartilhada do meu Drive pessoal, além do link direto para compra na Amazon, caso assim como eu, você anseie por um livrinho novo na estante.

Fico por aqui, e ficarei grata se me contar o que achou sobre o que falei e o que deixei de falar, e claro, sua opinião sobre o livro é sempre inteiramente bem-vinda. Vou adorar saber o que você pensa!
Até o próximo sonho!
Qual a sua opinião sobre isso?